A melhor prisão do Brasil

Gestão de números e vidas na Unidade Penitenciária Feminina de São Luís, Maranhão

Autores

Palavras-chave:

Prisão, Métricas, Etnografia

Resumo

Dez anos depois dos trágicos eventos que ficaram conhecidos como “Massacre de Pedrinhas”, o sistema carcerário maranhense é reconhecido como o melhor do país. Em 2023, a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina de São Luís (UPFEM) recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de melhor estabelecimento penal do Brasil, promovido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Se uma etnografia de documentos busca entender o modo de gerir dados que resultam nessa excelência, a pesquisa de campo realizada junto a internas e egressas da UFPEM permitiu verificar que a busca pela excelência na gestão penitenciária, muitas vezes, resulta em restrições na vida das internas que vão de encontro a tratados internacionais de direitos humanos. O presente trabalho pretende abordar o modo como uma etnografia que observe ao mesmo tempo os documentos oficiais produzidos e os efeitos desses documentos na vida das pessoas permite explorar questões que não apareceriam sem esse duplo olhar.

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Biografia do Autor

Karina Biondi, Universidade Estadual do Maranhão, São Luís, Maranhão, Brasil.

Bolsista produtividade do CNPq, possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (2005), mestrado (2009) e doutorado (2014) em Antropologia Social na Universidade Federal de São Carlos. Fez pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (2016) e na Universidade Federal de São Carlos (2017). Atualmente, é professora adjunta na Universidade Estadual do Maranhão, vinculada ao Departamento de Ciências Sociais, ao Programa de Pós-Graduação em História e ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Biondi, K. (2026). A melhor prisão do Brasil: Gestão de números e vidas na Unidade Penitenciária Feminina de São Luís, Maranhão. Revista Direito E Práxis, 17(1), 19. Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/93682

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