CLUBE DE LEITURA AFROFUTURISTA O ÚLTIMO ANCESTRAL DE ALE SANTOS
UM RELATO DECOLONIAL SOBRE VIVÊNCIAS, RESISTÊNCIAS E REINVENÇÕES NO GPDOC
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2025.94935Palavras-chave:
Afrofuturismo, Decolonialidade, Cibercultura, EducaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo compreender os desdobramentos decoloniais do Clube de Leitura Afrofuturista, uma ação de extensão universitária promovida pelo Grupo de Pesquisa Docência e Cibercultura (GPDOC). A partir da leitura da obra O Último Ancestral, de Ale Santos, e da experiência vivida no clube, é possível realizar uma análise que percorre essa narrativa distópica, identificando nela um espelho crítico do nosso contexto de exclusão digital e epistemicídio que constitui a colonialidade. Em contrapartida, o Afrofuturismo ao bricolar futurismo e cosmotécnicas ancestrais, opera como uma potente ferramenta de reexistência e reflorestamento do imaginário. A experiência, realizada em rede, configurou-se como um espaço de contra-hegemonia, demonstrando o potencial da Extensão Universitária para fomentar práticas pedagógicas que rompem com as monoculturas do pensamento.
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