Espécies e sonoridades dos hexâmetros dactílicos lusófonos: métodos durativo, silábico e intensivo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/principia.2026.100097

Palavras-chave:

Métrica e música, métrica clássica, tradução métrica, tradução performática, hexâmetro dactílico

Resumo

Tendo por objeto geral a adaptação de metros clássicos para o vernáculo e por objeto específico as diferentes propostas de hexâmetro dactílico lusófono, buscamos responder quais sejam as semelhanças de cada tipo de hexâmetro lusófono em relação ao antigo quanto a sonoridade e resultado musical. A metodologia consistiu em revisar (a) os róis anteriores de hexâmetros lusófonos e (b) as classificações anteriores de hexâmetros em línguas de acento prosódico intensivo para que pudéssemos, com auxílio de fundamentação em teoria e cognição musical, (1) reelaborar a classificação das adaptações do hexâmetro; (2) analisá-las quanto à música que produzem, representando-a por notação musical, em leitura reconstruída e vernácula, e (3) listar semelhanças e diferenças de cada tipo de hexâmetro vernáculo em relação ao antigo, além de dificuldades práticas de composição e leitura. Os resultados propuseram uma classificação dos métodos de adaptar o hexâmetro em: métodos (1) durativo; (2) silábico; (3) intensivo; (4) íctico, subdividido em (4.1) holodáctilo, (4.2) hexapentatônico, (4.3) acéfalo e (4.4) substitutivo. Neste artigo, focamo-nos na análise dos métodos durativo, silábico e intensivo. Destes, o que reproduz o hexâmetro antigo mais proximamente é o método durativo, porém com a maior dificuldade prática; o que menos reproduz é o silábico, porém com a maior facilidade prática quanto ao costume vernáculo; entre eles, o intensivo, mais próximo da expectativa vernácula do que da reprodução do antigo.

Biografia do Autor

Pietro Dri Marchiori, Universidade de São Paulo

Mestrado em Letras Clássicas pela FFLCH / USP com bolsa CAPES. Graduação em Música: Flauta pela EM / UFRJ. Pesquisador do Núcleo de Estudos Clássicos da Fundação Biblioteca Nacional (NEC-FBN) desde 2022. Integra o Grupo de Estudos Mitopoéticos (GEM) da FFLCH / USP (desde 2023) e integrou o Grupo de Estudos de Filosofia Antiga da USP (2025.1). Experiência com docência de literaturas clássicas e música em monitorias de turmas de graduação (USP, 2023.2-2024.1; UFRJ, 2020), com docência de latim e grego no projeto de extensão Minimus Interdisciplinar (USP, 2022.2), com docência de português e interpretação inglês-português na Educantes Tecnologia Educacional (2022, 2025-6), e com docência de música na Orquestra Jovem Recanto Maestro (2018); com tradução e organização de livros na Editora CDB (2023), especialmente como organizador das obras do ex-lexicógrafo-chefe da ABL, Prof. Sergio Pachá (''Morte em Lisboa'' e ''Poesia Traduzida'' em 2023, ''De um Inexistente Caderno de Memórias'' e ''Língua Portuguesa em Mar Aberto'' no prelo); com escrita literária (''Pedro II - Tragédia em cinco atos'' pela editora Madamu, 2025); com atividades de arranjo e performance musical, extensão acadêmica e pesquisa interdisciplinar em Música e Letras no projeto de extensão UFRJ In-versos (UFRJ, 2019-2022, com bolsa ProArt em 2021); e com performance musical na Orquestra de Sopros e na Orquestra Sinfônica e da UFRJ (2018-22, solista em 2022), na Banda Filarmônica do Rio de Janeiro (2018) e na Orquestra Sinfônica de Santa Maria (2015, 2018). Atua com ensino de idiomas e literatura (latim, grego antigo, português, francês, inglês), tradução (também espanhol, italiano e alemão), revisão de textos e pesquisa acadêmica com foco em poética, retórica e filosofia estética. 

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Publicado

07-08-2026

Como Citar

DRI MARCHIORI, Pietro. Espécies e sonoridades dos hexâmetros dactílicos lusófonos: métodos durativo, silábico e intensivo. PRINCIPIA, Rio de Janeiro, n. 49, p. 89–116, 2026. DOI: 10.12957/principia.2026.100097. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/principia/article/view/100097. Acesso em: 7 ago. 2026.

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