Literatura em quadrinhos hoje

Mariana Conde Moraes Arcuri

Resumo


A fim de que o público perceba os quadrinhos como estética independente, com noções e códigos peculiares, e se familiarize com ela, é essencial que o gênero seja encaradocomo objeto de leitura em si, e não uma espécie de ponte para se atingir outro nível, pretensamente mais rebuscado, de leitura. Este trabalho busca mostrar como, ao se definir como linguagem livre, os quadrinhos encontram em sua própria constituição o seu refinamento. Com o propósito de difundir a gramática especial dos quadrinhos, urge formar leitores habituados ao gênero. O percurso, porém, é tortuoso. Visto quase não haver pesquisas acadêmicas aprofundadas sobre o tema, procurou-se recorrer à própria história dos quadrinhos, a depoimentos de profissionais da área, como modo de formar uma base teórica consistente. Raramente quadrinhos são trabalhados na escola, e, quando o são, geralmente surgem em livros didáticos como paradigmas de erro, de desvio da norma culta da língua. Além desse caso, por vezes os quadrinhos desempenham o papel de mero adorno ilustrativo, sem terem sua linguagem esmiuçada, sem receberem uma análise densa de seu grau de sofisticação, tão conjugável a outros campos do conhecimento. Como tentativa de reparar esse quadro é que se erige este trabalho.


Palavras-chave


História em quadrinhos. Literatura contemporânea. Mercado editorial. Formação de leitores.

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DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2013.7615

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SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

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