Infância(s) em Portinari: potencialidades para pensar uma escola em devir

Tiago Ribeiro, Allan de Carvalho Rodrigues

Resumo


Doi: 10.12957/riae.2015.11686

Este texto apresenta alguns matizes diferentes de criança e propõe pensar na ideia de potência de infância como devir, alicerçado nas infâncias pintadas por Candido Portinari. O diálogo com as infâncias plasmadas por Portinari nos permite indagar relações de verticalidade e subalternidade vividas com as crianças e sublinhar a infância como uma potência de criação e transformação. Ademais, na esteira dessa problematização, questiona a maneira como a escola tem pensado e trabalhado com as crianças, subsidiada pela ideia de preparação para o futuro.  Por fim, o texto provoca-nos a pensar numa escola onde a infância possa expressar sua força criativa hoje, onde possa viver a experiência de pensar com o outro, de se tornar outra em relação a si.


Palavras-chave


Infância; Portinari; Devir; Escola

Texto completo:

PDF

Referências


ALVES, Nilda. Decifrando o pergaminho – os cotidianos das escolas nas lógicas das redes cotidianas. In. OLIVEIRA, Inês Barbosa & Alves, Nilda. Pesquisa nos/dos/com das escolas sobre redes de saberes. Petropolis: DP ET alii, 2008.

JUNGER, V.; RIBEIRO, T.; SÜSSEKIND, M. L. “Lá fora ele pode ter a opção sexual que quiser”: gênero no currículo, narrativas de formação e os muitos sentidos que produzimos no entrelugar escola-universidade. In: BOMFIM, M. C. A.; BOAKARI, F. M.; NEVES, J. E. A. (orgs). Educação, diversidades e políticas de inclusão. Teresina: EDUFPI, 2013.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Felix. Mil Platôs. Vol. IV. São Paulo: Ed.34, 1997, p.18-9, p.64.

FOUCAULT, Michel. A Ordem do Discurso. Trad. Laura Fraga de Almeida Sampaio. 11 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2004.

KOHAN, Walter Omar. Infância. Entre educação e Filosofia. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

________. Infância, estrangeiridade e ignorância: ensaios de Filosofia e Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.

_______. A infância da educação: o conceito devir-criança. In: KOHAN, W. O. (org). Lugares da infância: filosofia. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

LEAL, B. Leituras da infância na poesia de Manoel de Barros. In: KOHAN, W. O. (org.). Lugares da infância: filosofia. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

MORIN, Egdar. Para um pensamento do sul. In: Encontro Internacional para um pensamento do Sul. 2011. Anais. Rio de Janeiro: Sesc, Departamento Nacional, 2011, p.27.

MARTON, Silmara Lídia. Paisagens Sonoras, Tempos e Autoformação. Tese defendida junto ao Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Natal-RN, 2005.

RODRIGUES, Allan de Carvalho. “A Filosofia com Crianças” e a “Autoformação” de um professor. In: VI Colóquio Internacional de Filosofia da Educação. Cadernos de Resumo. Rio de Janeiro, 2012, p. 52.

SANTOS, B. de S. (Org.) Conhecimento prudente para uma vida decente: um discurso sobre as ciências revisitado. São Paulo: Cortez, 2004.

SANTOS, B. S. Um discurso sobre as ciências. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2010.

VON FORSTER, H. Visão e conhecimento: disfunções de segunda ordem. In: SCHNITMAN, D.F. (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.




DOI: https://doi.org/10.12957/riae.2015.11663

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


e-ISSN: 2359-6856

 


Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

 

 

Indexada em:


 

 

Realização: