A amorosidade no ato de educar em Paulo Freire e Humberto Maturana: aproximações possíveis

Elizandra Jackiw, Sonia Maria Chaves Haracemiv, Cristiane Dall'Agnol da Silva Benvenutti

Resumo


O artigo tem como objetivo tecer aproximações filosóficas entre Paulo Freire (1921-1997) e Humberto Maturana (1928-2021) a respeito do conceito de amorosidade e seus desdobramentos para o ato educativo. Caracteriza-se como um estudo do tipo revisão de literatura (Hohendorff, 2014), em que buscou-se evidenciar aproximações entre os autores de modo a refletir sobre os sentidos e significados da amorosidade como campo ontológico das relações humanas, especialmente àquelas estabelecidas no ato de educar. Apesar de partirem de matrizes epistemológicas distintas, pois Freire (1921-1997) se baseia na práxis e na dialética em busca de uma pedagogia libertadora, enquanto Maturana (1928-2021) explica o conhecer pelo viés da Biologia, pontos de convergência são possíveis a partir do entendimento do amor/amorosidade como condição da socialização humana. A discussão sinaliza que o amor/amorosidade é a verdadeira condição para a coexistência humana e a convivência social. Entendido como a aceitação do outro em sua diferença e diversidade, o amor deve ser o fundamento do ato educativo para a construção de espaços de convivência horizontalizados na busca da consciência crítica e emancipatória do sujeito.


Palavras-chave


educação; amorosidade; prática educativa; Paulo Freire; Humberto Maturana

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DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2021.61965

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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