CADERNETA ESCOLAR: ‘ARTES DE FAZER’ NO MOVIMENTO DE APROPRIAÇÃO PELAS NORMALISTAS DA ESCOLA NORMAL MADRE TERESA MICHEL - CRICIÚMA, SC (DÉCADA DE 1960).

Graziela Pavei Peruch Rosso, Gladys Mary Ghizoni Teive

Resumo


O texto discute a apropriação da materialidade “caderneta escolar” pelas normalistas na Escola Normal Madre Teresa Michel (Criciúma, SC) em 1960. A caderneta circulou no interior do educandário como estratégia da direção para manutenção da disciplina e efetivação de determinada pedagogia. Buscou-se entender como esse dispositivo foi recebido e significado pelas educandas durante suas práticas escolares. Avaliaram-se duas cadernetas utilizadas em 1964 e 1965, as “memórias” de normalistas que lá estudaram na época e outros documentos que puderam contar a história desse artefato como uma prescrição a ser seguida. Tal análise possibilitou identificar que, apesar das ‘artes de fazer’ engendradas num movimento astucioso de engano e resistência das alunas diante das forças articuladas por esse objeto multifacetado, enquanto estratégia de controle do tempo, espaço e comportamento, a caderneta escolar concretizou sua finalidade.


Palavras-chave


Cultura Material Escolar, Caderneta Escolar, Escola Normal.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/teias.2018.24795

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - B1 - Educação
DOI: 10.12957/teias

 

Licença Creative Commons

Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional