INCLUSÃO E EXCLUSÃO NO ENSINO: A SALA DE AULA NÃO É PARA TODOS?

Maria de Lourdes Sá Earp

Resumo


O objetivo desse artigo é descrever como se produz a inclusão e a exclusão no interior da sala de aula a partir do fenômeno da repetência, principal impedimento para a universalização da conclusão do ensino fundamental no Brasil. Segundo a cultura da escola brasileira, o professor não se vê responsável pelo aprendizado de seus alunos. Essa cultura se reproduz na própria estrutura da aula, que pode ser é descrita com a metáfora “centro-periferia”: os alunos estudantes do “centro” da sala de aula recebem mais ensino do que os da “periferia”. De acordo com o “efeito Pigmalião”, alguns alunos são escolhidos para serem ensinados pelo professor. As representações docentes sinalizam que o ensino não é para todos e a reprovação serve para filtrar os bons dos maus alunos.

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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