FORMAÇÃO DE PROFESSORES E DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS: PARA ONDE CAMINHA A EDUCAÇÃO?

Elizabeth Macedo

Resumo


Este texto analisa as diretrizes curriculares para a formação inicial de professores da educação básica em nível superior, propostas pelo MEC em maio de 2000. A reformulação parece basear-se na idéia de que há um problema pedagógico, expresso pela inadequação dos currículos de formação; e um problema organizacional, que se define pela inoperância das atuais instituições formadoras. Dessa forma, são propostas ações eminentemente técnicas nesses dois âmbitos. Argumento que, ao contrário do que propõe as diretrizes, esses dois âmbitos precisam ser entendidos, fundamentalmente, como de natureza política, ou seja, é necessário discutir quais as finalidades, na esfera política, dessa formação. Argumento, a partir do estudo desenvolvido por David Labaree, que, nas diretrizes para a formação de professores, a ambivalência entre as idéias da igualdade democrática e da eficiência social abre espaço para a prevalência da lógica da mobilidade social, o que se explicita nos dois âmbitos da reformulação proposta.

Palavras-chave


políticas de currículo; diretrizes curriculares; formação de professores

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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