As interfaces do ambiente para a saúde: um estudo com crianças [Environmental interfaces in health: a study of school agers]

Arina Fonseca, Fátima Helena do Espírito Santo, Lina Márcia Miguéis Berardinelli, Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva

Resumo


O estudo objetivou analisar o conhecimento de crianças sobre vida saudável, o que pode torná-las corresponsáveis pela própria saúde. Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva do tipo pesquisa-ação, em que foram entrevistadas 19 crianças de 7 a 12 anos em uma Policlínica Militar do município de Niterói/RJ. Durante a consulta de enfermagem, foi realizada entrevista semiestruturada, entre os meses de agosto e setembro de 2013. Os dados foram coletados e submetidos à análise de conteúdo de Bardin, seguida por categorização. Os resultados demonstraram que as crianças possuem conhecimentos capazes de fomentar uma vida baseada em comportamentos saudáveis, mas, para isto, é necessário incentivo e ações de profissionais que gerem interfaces de relações produtivas com as crianças. Concluiu-se que o enfermeiro pode ser o mediador destas interfaces e contribuir para a autonomia das crianças na corresponsabilidade para desenvolvimento de hábitos saudáveis.

 

ABSTRACT

This qualitative, descriptive study used action-research to ascertain children’s knowledge of healthy living that can make them co-responsible for their own health. In August and September 2013, during nursing appointments at a Military Medical Clinic in Niteroi/RJ, Brazil, 19 schoolchildren from 7 to 12 years old took part in semi structured interviews. The data were subject to Bardin’s content analysis, followed by categorization. The results showed that children have knowledge able to foster a life based on healthy behavior; that, however, requires incentives and professional action to build productive relationship interfaces with the children. It was concluded that nurses can mediate at these interfaces and contribute to children’s autonomy in co-responsibility for developing healthy habits.

 

RESUMEN

El estudio tuvo como objetivo analizar el conocimiento de los niños sobre la vida saludable que puede hacerlos corresponsables de su propia salud. Se trata de una investigación cualitativa, descriptiva, de tipo investigación-acción, donde 19 niños de 7 a 12 años de edad fueron entrevistados, en una Clínica Militar de Niterói/RJ, Brasil. Durante la consulta de enfermería, se realizaron entrevistas semiestructuradas entre los meses de agosto y septiembre 2013. Los datos recolectados fueron sometidos al análisis de contenido de Bardin, seguido de categorización. Los resultados mostraron que los niños tienen los conocimientos capaces de fomentar una vida basada en comportamientos saludables, pero, para esto, hace falta incentivos y acciones de profesionales que generen interfaces de las relaciones con los niños. Se concluyó que lo enfermero puede ser el mediador de estas interfaces y contribuir a la autonomía del niño en la corresponsabilidad en cuanto al desarrollo de hábitos saludables.

 

DOI: http://dx.doi.org/10.12957/reuerj.2015.10086


Palavras-chave


Enfermagem; crianças; comportamentos saudáveis; autonomia e corresponsabilidade [Nursing; children; healthy behaviors; autonomy and co-responsibility]

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DOI: https://doi.org/10.12957/reuerj.2015.10086

Direitos autorais 2016 Arina Fonseca, Fátima Helena do Espírito Santo, Lina Márcia Miguéis Berardinelli, Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva

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