MUDANÇAS NA INGESTÃO DE ALIMENTOS ENTRE OBESAS APÓS TRÊS MESES DE INTERVENÇÃO NUTRICIONAL

Ana Emilia da Silva Santos, Anelisa Spinelli Peixoto, Helena Siqueira Vassimon

Resumo


Avaliar mudanças da ingestão de alimentos entre obesas após 3 meses de intervenção nutricional em grupo. Vinte obesas foram convidadas para participar de 6 encontros quinzenais de 2 horas/cada, totalizando três meses de acompanhamento. Cada encontro foi elaborado baseado no Guia Alimentar para População Brasileira, documento proveniente da Política e ações em alimentação e nutrição do governo brasileiro.  Antes e depois da intervenção foram avaliadas medidas antropométricas (peso, altura e circunferência da cintura), ingestão de alimentos pelo recordatório de 24h e comparando com diretrizes do Guia Alimentar para População Brasileira. Apenas oito obesas finalizaram o estudo, e foi observada redução significativa da circunferência abdominal entre momento inicial (126 ±9,1cm) e final (119,7± 8,0cm). Houve redução significativa de sódio (1726,9 ± 963,1 para 1092,4 ± 492,1mg) e gordura trans (3,3 ± 2,07 para 1,6 ± 1,5g/dia) e aumento na ingestão de niacina (13,5 ± 6,7 mg/dia para 1,3 ± 4,5 mg/dia) a partir do método do recordatório de 24h. E comparando com as recomendações do Ministério da Saúde, observou-se que todas as obesas ao final do programa relataram adequação da ingestão de refrigerantes, óleo, sal, frutas, verduras, legumes, água e fracionamento da dieta. Conclui-se que houve redução da circunferência abdominal e melhora da ingestão de alimentos utilizando intervenção nutricional em grupo.

DOI: 10.12957/demetra.2016.24936

 

 


Palavras-chave


Ingestão de alimentos. Obesidade. Educação alimentar e nutricional.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.24936