OFERTA DE SÓDIO ORIUNDO DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS EM RESTAURANTES INSTITUCIONAIS

Adriana Maria de Oliveira Brito, Mônica Glória Neumann Spinelli

Resumo


Em benefício da saúde dos indivíduos, o consumo de sódio per capita deve ser restringido. Para isso é importante, também, que os clientes de unidades de alimentação e nutrição (UAN) conheçam o que de fato têm em seus pratos, para que possam fazer suas opções. Objetivo: A pesquisa pretendeu descrever a oferta de sódio oriunda de alimentos industrializados em restaurantes institucionais no estado de São Paulo, tendo em perspectiva a sugestão da Organização Mundial da Saúde (OMS), de consumo diário inferior a 5g de cloreto de sódio, ou seja, 2g de sódio. Método: A partir dos documentos de controle de estoque de cada UAN, foram coletadas informações a respeito de produtos industrializados utilizados no período de 30 dias. A quantidade de sódio apurada foi resultante da multiplicação da informação contida nos rótulos dos alimentos industrializados por sua quantidade utilizada para a elaboração das preparações oferecidas em almoços. A partir dessa informação e do número de refeições servidas, foi apurada a quantidade média de sódio oferecida por esses produtos a cada cliente, por dia. A média foi comparada à sugestão da OMS. Resultados: O teor de sódio contido nos alimentos industrializados utilizados nas preparações fornecidas pelas UANs, na média, é muito maior do que o estimado para uma refeição-almoço, atingindo até o nível 2,5 vezes o valor recomendado pela OMS. Conclusão: Dado que todas as unidades avaliadas apresentaram resultados semelhantes, faz-se necessária a revisão das técnicas de preparo utilizadas na UAN, com revisão dos ingredientes usados nas preparações.

DOI: 10.12957/demetra.2016.16779

 

 


Palavras-chave


alimentação coletiva, alimentos industrializados, almoço, cloreto de sódio, sal, sódio

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.16779