LÍNGUA PORTUGUESA COMO SEGUNDA LÍNGUA PARA SURDOS: PROCEDIMENTOS DA COERÊNCIA NA REESCRITA DO TEXTO

Claudio Manoel Carvalho Correia, Mônica de Gois Silva Barbosa, Alzenira Aquino de Oliveira

Resumo


A sociedade se defronta continuamente com inúmeras situações nas quais a escrita da língua está presente e tem relevância. Para o sujeito surdo, o texto escrito constitui uma ferramenta de comunicação entre ele e os ouvintes. Na busca de alternativas para o ensino da Língua Portuguesa para surdos, muitas questões têm exigido atenção de pesquisadores e algumas interferências podem ser evitadas se trabalhadas preventivamente. Pensando nisso, professores da Universidade Federal de Sergipe - UFS desenvolveram o curso de extensão: Ensino de Língua Portuguesa para surdos. Esse curso foi uma proposta efetiva de ensino do português como segunda língua para surdos, considerando a LIBRAS como primeira língua dessa comunidade. Com base nisso e tomando como objeto de estudo a escrita da Língua Portuguesa, analisa-se, neste artigo, seis textos produzidos por três alunos surdos com nível médio concluído.  Foi avaliado se a intervenção pedagógica possibilitou, na reescrita dos textos, um melhor desenvolvimento dos procedimentos de coerência de acordo com Costa Val (2006). Para sua fundamentação, o presente estudo apoia-se nos pressupostos teóricos da Linguística a partir das abordagens de Antunes (2005); Brochado (2003); Costa Val (2006); Faria (2001); Fávero e Koch (2008); Koch (2009); Marcuschi (2008) e Salles (2004). De maneira geral, verificou-se que após o curso de extensão, a reescrita das produções conseguiu contemplar com mais propriedade os critérios de coerência elencados por Costa Val (2006) e permitiu aos textos uma melhor compreensão de sentido.


Palavras-chave


coerência; escrita; surdez

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2018.34151

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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