Evolução de indicadores e índices de risco cardiovascular antropométricos e aterogênicos em sobreviventes de infarto agudo do miocárdio expostos à orientação alimentar cardioprotetora: um ensaio clínico randomizado
DOI:
https://doi.org/10.12957/demetra.2026.93164Palavras-chave:
Infarto Agudo do Miocárdio. Risco Cardiovascular. Alimentação Saudável.Resumo
Introdução: Eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio (IAM), são a principal causa de morte mundial. A alimentação saudável é crucial no tratamento desses eventos. Objetivo: Avaliar a evolução de indicadores e índices de risco cardiovascular antropométricos e aterogênicos em sobreviventes de IAM expostos à orientação alimentar cardioprotetora. Métodos: Estudo baseado em ensaio clínico com amostra de conveniência de recém-infartados, com orientação nutricional qualitativa usando a cartilha Alimentação Cardioprotetora Brasileira na alta hospitalar. Foram incluídos pacientes com obesidade abdominal (segundo circunferência abdominal) pós-IAM, randomizados em grupo intervenção-GI (dieta cardioprotetora) e controle-GC (orientação padrão, do nutricionista do hospital) para avaliação antropométrica (IMC adultos vs idosos, circunferências abdominal e do pescoço, cintura/estatura), perfil lipídico e índices aterogênicos plasmáticos-IAPs (Castelli: IC-I e IC-II, aterogênicos: IA-I e IA-II) na alta e após seis meses de seguimento. Foram usados testes Qui-quadrado e modelos lineares mistos com significância de 5%. Resultados: Participaram 106 voluntários, majoritariamente mulheres (67%), >59 anos (55,7%), 77,4% hipertensos, 47,2% diabéticos e 43,4% dislipidêmicos. Não houve diferença nos parâmetros antropométricos GI vs GC (p>0,05). Ambos os grupos mostraram semelhante redução no LDL (GI-15,32%, GC-13,7%; p=0,862) e não-HDL (GI- 24%, GC-27,4%; p=0,515) e no aumento do HDL (GI +16,4%, GC+21,6%; p=0,562), com melhora significativa ao longo do tempo (LDL-p=0,031; Não-HDL-p<0,001; HDL-p<0,001). Houve redução semelhante de IAPs entre grupos (p>0,05), sendo significativamente ao longo do tempo o IA-I e IAI-I (p<0,05). Conclusão: A orientação nutricional com a estratégia lúdica da cartilha cardioprotetora não apresentou efeitos benéficos adicionais. Melhoras nos parâmetros ocorreram em ambos os grupos.
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