epistemic violence and philosophy for children
toward an epistemically capacious community of inquiry
DOI:
https://doi.org/10.12957/childphilo.2026.94211Palavras-chave:
violência epistêmica, comunidade de investigação filosófica, reciprocidade comunicativa, historicizar, injustiça epistêmicaResumo
Este artigo explora a violência epistêmica no contexto das comunidades de investigação filosófica. Os autores começam caracterizando o quadro de sistemas epistêmicos de Kristie Dotson e relacionam essas ideias com o conceito de violência epistêmica. Os autores destacam as diferenças entre violência e injustiça epistêmica e sublinham dois incidentes-chave de violência epistêmica que servem como pontos de análise: um ocorrido em uma comunidade de investigação filosófica mediada por um dos autores, onde os alunos discutiram a história dos holandeses e dos Lenapes na cidade de Nova York; e outro descrito pela estudiosa de Filosofia para Crianças Ruth Silver, uma exclusão epistêmica que ocorreu durante um workshop de facilitação de Filosofia para Crianças. Usando esses exemplos, argumentamos que é a impermeabilidade das estruturas dominantes e das normas comunicativas que regem essas investigações que pode tornar necessária a introdução de certos fatores de proteção, como a historicização e a reciprocidade comunicativa, a fim de defender os ideais de uma comunidade de investigação.
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