aprender a pensar com as crianças
formação docente entre capturas e rupturas de infância
DOI:
https://doi.org/10.12957/childphilo.2026.95458Parole chiave:
formação docente, educação de crianças, adultocentrismo, infância, criaçãoAbstract
Este artigo visa trabalhar sobre a formação de professores para educação de crianças em nível superior e tem como campo de análise experiências pedagógicas ocorridas em uma disciplina eletiva da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (EDU/UERJ), ministrada pela presente autora. O texto está dividido em duas grandes seções. Na primeira seção, é apresentada uma crítica à formação teleológica, assentada sobre a premissa de que formar é oferecer um conjunto de saberes, táticas e habilidades àqueles que se destinam a atuar no magistério. Problematiza-se, então, como os procedimentos e as técnicas forjam identidades docentes específicas, criando uma estreita relação entre saber, verdade e poder, no intuito de propor uma perspectiva formativa assentada numa lógica processual e criativa. Em seguida, apresenta-se a crítica ao adultocentrismo, refletindo sobre os modos como o conceito de infância, marcadamente moderno e colonizado, tem forjado as subjetividades infantis através de processos que visam a normalização das crianças. Finalizando a primeira seção, o artigo propõe que a infância seja pensada como potência de ruptura do senso comum e do bom senso, tendo como referência o conceito de “devir-criança” (Deleuze; Guattari, 1997). “Tornar-se docente entre capturas e rupturas de infância”, segunda seção do texto, é destinada às narrativas e reflexões das experiências pedagógicas da autora na disciplina eletiva ministrada por ela. Frases de crianças e de estudantes se entrecruzam com os pensamentos da autora, cuja escrita se apresenta como um exercício sobre si e sobre sua própria prática docente. Perfazendo todo o texto, está a metodologia cartográfica e a defesa à escrita como experiência e testemunho de um processo formativo (de si).
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