O imaginário metaficcional de Jorge Luis Borges: uma leitura teórica de narrativas borgianas
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.90286Palavras-chave:
Borges, Metaficção , Imaginário em SartreResumo
As narrativas de Borges constroem um imaginário metaficcional: autorreflexivo, reflexivo e intelectual. O objetivo aqui é analisar alguns textos de Borges, destrinchando esse imaginário reflexivo, no sentido de perceber seu gênero do intelectual. A primeira questão é discutir o conceito de Gass ([1979]) de metaficção; consequentemente se adentra na discussão sobre a ficção, e um de seus eixos, o paradigmático, se problematiza. A partir da questão sobre as metáforas se foca na descrição da imagem. Esse problema é percorrido por meio de duas obras de Sartre: A imaginação (2008) e O imaginário (1996). Sartre, então, encabeça a teoria sobre a noção de imaginário. Parte-se, posteriormente, para a análise de algumas narrativas de Borges, contos e ensaios, para se visualizar como o escritor projeta esse imaginário metaficcional. Inicia-se essa discussão com o conto “El jardín de senderos que se bifurcan”, que serve para grifar a temática do tempo, que, por sua vez, conduz à seleção de alguns ensaios de Otras Inquisiciones. Essas duas temáticas servem para grifar o imaginário reflexivo de Borges. Em sua obra, as imagens são habitadas pela reflexão, construídas por meio da relação com as ideias extraídas de textos não-literários, como os filosóficos, desvelando um imaginário amplamente metaficcional.
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