A PEDAGOGIA DO VÍRUS: COTIDIANOS E EDUCAÇÕES NÃO PRESENCIAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/riae.2020.52263

Palavras-chave:

Educação a distância, Educação online, ensino remoto, novo coronavírus.

Resumo

Neste ensaio, tecido em parceria por praticantes das pesquisas “nos/dos/com os cotidianos escolares”, partimos de uma ideia anunciada por Boaventura de Sousa Santos, para quem o vírus é um pedagogo que está tentando nos dizer alguma coisa. A título de recorte, iremos pensar as implicações dessa pedagogia do vírus para o campo da educação, focando nas ações institucionais, políticas e mercadológicas que buscam instituir formas diversas de ensino não presencial, cujas denominações variam em cada cenário, para realizar um objetivo que virou uma espécie de mantra: “a educação não pode parar”. Para tanto, nosso lócus de observação serão algumas iniciativas de ensino remoto experimentadas no âmbito da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc).

Biografia do Autor

Leonardo Nolasco-Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor adjunto da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Publicado

14-12-2020

Como Citar

NOLASCO-SILVA, Leonardo; LO BIANCO, Vittorio; DELGADO, Matheus Franco. A PEDAGOGIA DO VÍRUS: COTIDIANOS E EDUCAÇÕES NÃO PRESENCIAIS. Revista Interinstitucional Artes de Educar, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 361–377, 2020. DOI: 10.12957/riae.2020.52263. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/riae/article/view/52263. Acesso em: 13 jul. 2024.