Mulheres docentes nas ciências exatas:

violências estruturais e narrativas de assédio no ensino superior

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/teias.2026.99772

Palavras-chave:

mulheres docentes, ciências exatas, violência estrutural, interseccionalidade, assédio moral

Resumo

Este artigo tem como objetivo compreender, a partir da perspectiva da interseccionalidade, como as trajetórias acadêmicas e profissionais de mulheres docentes vinculadas a cursos de Ciências Exatas — licenciatura e bacharelado — da Universidade Federal de Alfenas e da Universidade Federal de Itajubá, localizadas no Sul do estado de Minas Gerais, Brasil, são atravessadas por diferentes formas de violência estrutural. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi desenvolvida por meio de questionário on-line semiestruturado, composto por 48 questões e respondido por 35 docentes. Como referenciais teórico-analíticos, utilizaram-se o conceito de interseccionalidade e as contribuições da Análise Crítica do Discurso, de modo a examinar como relações de gênero, raça e classe atravessam as experiências narradas. Os resultados indicam que 65,71% das participantes relataram ter vivenciado assédio moral e 17,14% assédio sexual em algum momento de suas trajetórias acadêmicas e científicas. As narrativas também evidenciam a fragilidade do apoio institucional, tanto no que se refere a ações preventivas quanto à existência de canais efetivos de acolhimento, denúncia e responsabilização. Conclui-se que tais experiências não configuram episódios isolados, mas expressam dinâmicas estruturais de um campo historicamente masculinizado, no qual as violências contribuem para a produção e reprodução de desigualdades nas Ciências Exatas e no ensino superior.

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Publicado

12-08-2026

Como Citar

MARQUES SANTOS, Debora; CARRIJO, Manuella. Mulheres docentes nas ciências exatas:: violências estruturais e narrativas de assédio no ensino superior. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 27, n. 86, 2026. DOI: 10.12957/teias.2026.99772. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistateias/article/view/99772. Acesso em: 15 ago. 2026.

Edição

Seção

Mulheres, docência e interseccionalidades