Quando a subversão também educa:
o caso da militante política de esquerda Maria Teresa de Lemos Vilaça (1945-)
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.99757Palavras-chave:
formação política de militantes, história da educação das mulheres, regime civil-militarResumo
Este artigo tem como foco a trajetória de formação política da professora Maria Teresa de Lemos Vilaça (1945-), militante de esquerda, durante o Regime Civil-Militar (1964-1985). O objetivo foi compreender como as atividades consideradas subversivas pelo regime foram formativas e auxiliadoras na construção da sua identidade política. Para tanto, a metodologia utilizada foi a pesquisa documental, a partir da qual foram analisadas as folhas de antecedentes da militante, produzidas pela Delegacia de Ordem e Política e Social (DOPS); seu processo de indenização dirigido à Secretaria da Justiça e Cidadania do Governo do Estado de Pernambuco e o Relatório Final da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara. Teoricamente, a análise foi realizada à luz da historiadora Michelle Perrot (1998; 2007), que compreende a história das mulheres em uma perspectiva plural e considerando-as protagonistas de seus destinos. Os resultados revelam que a atuação de Maria Teresa Vilaça junto aos trabalhadores do campo, ao movimento estudantil e aos partidos políticos de esquerda, considerados como subversivos pelos militares na época, foi primordial para sua formação política e ética, especialmente diante do contexto em que estava inserida. Esses elementos não apenas ajudam a compreender como ela se constituiu como militante de esquerda em tempos de repressão, mas também destacam a atuação política das mulheres em contextos de autoritarismo.
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