Adventismo e educação no Brasil:
a implantação de escolas em cidades do sul e do sudeste do país no final do século XIX e início do século XX
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.98304Palavras-chave:
brasil, adventismo, primeiras escolas adventistasResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as relações entre o adventismo e a educação no Brasil, com destaque para suas primeiras escolas localizadas nas regiões sul e sudeste do país, cuja implantação remonta ao final do século XIX e ao início do século XX. A pesquisa justifica-se pela demanda por discussão das complexas relações existentes entre religião, religiosidade e educação e, no caso particular, também pelo interesse em avaliar os pressupostos a partir dos quais se estruturou a rede de ensino da denominação. Trata-se de uma pesquisa situada no âmbito da História da Educação, na qual se empregaram, destacadamente, ferramentas conceituais tomadas da sociologia de Pierre Bourdieu. A implantação dos primeiros colégios adventistas no sul e no sudeste – como o Colégio Internacional de Curitiba (1895), o Colégio de Gaspar Alto (1897) e o Colégio de Taquari (1903) – configurou-se simultaneamente como iniciativa pioneira no campo educacional protestante e como estratégia de inserção social. Voltadas inicialmente para as comunidades de imigrantes, sobretudo de origem germânica, essas instituições atuaram na difusão de valores morais, disciplinares e religiosos próprios do adventismo, produzindo igualmente impacto na dinâmica social e cultural das cidades em que se estabeleceram. Conclui-se que a denominação exerceu influência significativa não apenas na esfera religiosa, mas também na conformação dos campos educacional e cultural, evidenciando o papel estruturante de projetos religiosos na organização da vida social.
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