Espaços que educam:
marcas físicas e simbólicas da fé protestante no Edifício Modelo da Igreja Evangélica Fluminense
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.98278Palavras-chave:
edifício modelo, escola dominical, igreja evangélica fluminense, educação protestante, espaços praticadosResumo
O objetivo deste artigo é interpretar elementos religiosos, educativos e territoriais relacionados à construção do Edifício Modelo da Igreja Evangélica Fluminense, marco da arquitetura higienista da região portuária da cidade do Rio de Janeiro, e suas influências no espaço urbano. Por meio da análise documental dos diários de Robert e Sarah Kalley, de jornais e do livro comemorativo lançado por ocasião dos 77 anos da Escola Dominical da instituição, o texto busca compreender como a fé protestante reformada influenciou a escolha desse território, bem como a conformação da arquitetura dos espaços e das práticas pedagógicas desenvolvidas na igreja, em um trabalho que uniu a tríade educação, religião e saúde. A localização estratégica, próxima ao cais, possibilitava que a igreja atuasse como um centro de irradiação de “novos modos de fazer” (Certeau, 1998), ao mesmo tempo que, pelo porto, circulavam discursos de ordem e progresso que moldaram redes, espaços e identidades. As marcas físicas e simbólicas deixadas por esse grupo religioso, tido como “o outro” (Certeau, 2021), entre o final do Império e as primeiras décadas da República, revelam as tensões entre um projeto civilizatório pensado para uma cidade higiênica e a realidade de um território marcado pela vulnerabilidade sanitária.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Os Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do/a autor/a, resguardando-se os direitos de primeira publicação para a Revista Teias. Sendo esta Revista de acesso público, todos os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais, desde que citada a fonte, quando utilizados os artigos em parte ou no todo.
