MUQUIFU:
geografia da fé e sacralidade do território na resistência identitária
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.98264Palavras-chave:
muquifu, memória, sacralidade, territórioResumo
O Museu de Quilombos e Favelas Urbanos (MUQUIFU) localizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, estabeleceu sua missão em torno de resgatar fontes históricas, promover narrativas da memória coletiva, disputar o significado do território no qual está inserido e servir de centro de valorização da identidade negra e favelada. Esse processo nasceu da angústia da população afastada de seus direitos como cidadãos, grupo religioso e cultural. Com tamanhas ambições, as ferramentas também seriam muitas, e é por isso que esse trabalho se concentra em identificar as linhas que se misturam entre a disputa pela cidade e o respeito à diversidade religiosa como ferramenta de resistência identitária. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa de fundamentação teórica de conceitos chaves, como racismo ambiental e direito à cidade. Concluiu-se que a construção da cidade e o apagamento de grupos segregados politicamente, como negros e indígenas, contou com a participação ativa da igreja católica, o que fortaleceu a sua posição de destaque e influência. Dessa forma, o processo de resistência que vem sendo feito pelo MUQUIFU politiza temas da vida cotidiana dos moradores e instaura o poder mobilizador da comunidade, além de afetar camadas do simbólico e sacro dos visitantes e organizadores.
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