Monstros insurgentes:
composições curriculares com professoras e crianças na educação infantil
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93892Palavras-chave:
currículos, educação infantil, monstroResumo
O artigo apresenta uma pesquisa-intervenção de base cartográfica, realizada em um Centro Municipal de Educação Infantil de Tempo Integral (CMEITI), articulada a grupos de estudos e formação continuada com professoras da educação infantil. Tendo o signo da arte do cinema como disparador, foram produzidas redes de afetos e problematizações que potencializaram invenções curriculares no cotidiano escolar. O estudo organiza-se em três movimentos: o primeiro situa a potência da formação inventiva e a problematização curricular que emerge dos encontros na escola; o segundo volta-se ao CMEITI como território de forças, atravessado pela biopolítica e pela necropolítica, evidenciada na devastação do bosque e nas insurgências de professoras e crianças diante da perda do verde; o terceiro acompanha reverberações sensíveis em que arte, infância e micropolítica atravessam relações docentes e possibilitam invenções coletivas. Os resultados indicam que os encontros formativos, sustentados por imagens-cinema, favoreceram deslocamentos nas concepções pedagógicas das professoras que apontam para currículos compreendidos como corpos coletivos em movimento. Conclui-se que, nesse contexto, insurgem forças-monstro que escapam às prescrições, irrompem como excessos incontroláveis e inventivos e produzem brechas por onde a vida insiste em florescer. Assim, o currículo torna-se um campo de disputa biopolítica, não apenas território de regulação e captura, mas também acontecimento intensivo e dobra sensível entre o instituído e o que pulsa como possível, evidenciando que as composições formativas e curriculares com professoras e crianças expandem a potência inventiva na educação infantil.
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