Pedagogia dos mortos:
sete teses desdobradas de um livro de Vinciane Despret
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93887Palavras-chave:
um brinde aos mortos, vinciane despret, pesquisa educacional, pedagogia dos mortosResumo
Em Um brinde aos mortos: histórias daqueles que ficam, Vinciane Despret investiga diferentes modos de ligação entre vivos e mortos. Na contramão de interpretações que atribuem apenas aos primeiros a tarefa de fazer existir ou desfazer vínculos com quem se foi, as diversas histórias apresentadas no livro sugerem uma co-implicação relacional entre as partes, conectadas por um desejo compartilhado de variação de seus modos de existência. De um lado, os mortos re-suscitam e estimulam a refabricação do passado via prolongamento de sua presença; de outro, aqueles que ficam se esforçam para estar à altura da prova que consiste em perder alguém e aprender a reencontrá-lo, por meio da elaboração de diferentes dispositivos de instauração. Neste ensaio, apropriamo-nos da estratégia utilizada por Jeffrey Jerome Cohen, no texto A cultura dos monstros: sete teses, para esboçar certa pedagogia dos mortos. As teses apresentadas sugerem modos insurgentes de pensar junto aos mortos uma pesquisa transexistencial em educação – em especial, no que tange ao método, ao estilo, aos cuidados éticos, ao ler e ao escrever e às suas montagens do pensamento.
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