Da denúncia do necrocurrículo ao anúncio da docência-resistência:
uma proposta de práxis transformadora
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93882Palavras-chave:
necrocurrículo, docência-resistência, decolonialidade, educação antirracista, pedagogia crítico-libertadoraResumo
Este artigo propõe uma análise crítica do currículo escolar à luz do conceito de necrocurrículo, conforme proposto por Alex Garrido, entendido como dispositivo de exclusão e apagamento de saberes de sujeitos historicamente subalternizados, especialmente o corpo negro. A partir da perspectiva da interculturalidade crítica e das contribuições de autores, como Catherine Walsh, Achille Mbembe e Paulo Freire, o texto denuncia a função normativa e reguladora do Estado na manutenção de uma matriz curricular eurocêntrica, colonialista e neoliberal. Nesse cenário, discute-se o conceito de docência-resistência, apresentado por Leandro Capella, como epistemologia e práxis transformadora, com base na epistemologia crítico-libertadora de Paulo Freire, capaz de articular ações contra-hegemônicas em diferentes níveis – uma resistência docente que se manifesta tanto nas práticas cotidianas de sala de aula quanto na articulação com movimentos sociais e na luta por transformações estruturais no campo educacional. A presente discussão resulta na proposição de três tabelas, como propostas de ações de resistência docente que tenham no horizonte a superação das violências decorrentes do necrocurrículo. Espera-se, desse modo, que o artigo possa contribuir para as discussões no campo do currículo que visem à emancipação dos sujeitos subalternizados e vilipendiados pelas violências estruturais, à superação do necrocurrículo e à criação de novas gramáticas sociais que fortaleçam uma prática pedagógica libertadora e uma escola comprometida com a justiça racial, social, a pluralidade e a dignidade humana.
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