Currículos militarizados e insurgências monstruosas:
disputas simbólicas e resistências cotidianas nas escolas cívico-militares do Acre
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93869Palavras-chave:
escolas cívico-militares, fascismo contemporâneo, necropolítica, insurgências, currículoResumo
O artigo analisa a militarização da educação pública no Brasil a partir da implementação do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (PECIM), com ênfase em sua materialização no estado do Acre. O objetivo é compreender a militarização escolar não apenas como alternativa administrativa ou pedagógica, mas como dispositivo de controle de corpos, saberes e subjetividades, em diálogo com práticas do fascismo contemporâneo. A investigação fundamenta-se na Abordagem do Ciclo de Políticas (Ball, Bowe, 1992; Mainardes, 2006, 2018) e em aportes teóricos sobre currículo, necropolítica e conservadorismo, articulando três eixos: i) o contexto político-ideológico que favoreceu a ascensão do conservadorismo e a criação do PECIM; ii) o cotidiano escolar como espaço de disciplinamento e resistência; e iii) a disputa simbólica em torno de rituais, imagens e brasões nas escolas militarizadas. Os resultados indicam que a militarização intensifica lógicas necropolíticas, mas também cria fissuras pelas quais emergem resistências e práticas insurgentes. Conclui-se que essas insurgências, compreendidas como “monstruosas”, afirmam a potência de corpos e saberes que desafiam a normatividade e os dispositivos de silenciamento, contribuindo para o debate latino-americano sobre o currículo como território de controle, resistência e invenção em tempos de autoritarismo.
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