A prática docente em matemática nos anos iniciais em tempos de pandemia:

ecos de resistência à lógica neoliberal

Autores

  • Simone de Miranda Oliveira França Mestre em Educação Doutoranda do PPGedu Processos formativos e desigualdades sociais

DOI:

https://doi.org/10.12957/teias.2026.93477

Palavras-chave:

formação de professores, ensino de matemática, tecnologias digitais, prática docente, saberes da experiência

Resumo

Esta produção interroga o lugar do conhecimento produzido pela experiência docente no ensino de Matemática nos anos iniciais, à luz da pandemia de COVID-19. Constituinte da tese de doutorado, fundamentada em uma abordagem qualitativa e (auto)biográfica, a investigação analisa narrativas de dez professoras que, em meio à imposição do ensino remoto, foram compelidas a reinventar práticas sob o discurso da modernização tecnológica. Os resultados evidenciam que a tecnologia, longe de neutra, opera como dispositivo de controle, reforçando a lógica da performatividade e a mercantilização da educação, ao mesmo tempo em que acirra desigualdades e precariza o trabalho docente. A pesquisa tensiona o discurso salvacionista, que naturaliza a digitalização como sinônimo de inovação, afirmando a necessidade de disputá-la como espaço político e epistemológico, no qual a apropriação crítica pode romper com a lógica instrumental e reabrir horizontes emancipatórios. Nesse cenário, as práticas docentes e sua mediação emergem como centrais para ressignificar a experiência, assegurando a dimensão crítica e humana do ensino de Matemática.

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Publicado

23-02-2026

Como Citar

FRANÇA, Simone de Miranda Oliveira. A prática docente em matemática nos anos iniciais em tempos de pandemia:: ecos de resistência à lógica neoliberal. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 27, n. 84, 2026. DOI: 10.12957/teias.2026.93477. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistateias/article/view/93477. Acesso em: 24 fev. 2026.

Edição

Seção

Políticas monstros, currículos e insurgências cotidianas ao fascismo