Políticas disciplinadoras de visualizações:
modos de ver e ser visto nos currículos escolares
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93455Palavras-chave:
políticas disciplinadoras de visualizações, currículo, cultura visualResumo
Este trabalho é um recorte de uma pesquisa de doutorado concluída e tem como objetivo problematizar as maneiras como os currículos de Artes Visuais têm operacionalizado as imagens na sua composição. O estudo se insere no campo de teorização dos Estudos Cultura Visual e se baseia também nas considerações do pensador Michel Foucault, sobretudo no que se refere ao conceito de disciplina. Buscamos compreender o currículo do Ensino de Artes Visuais a partir do conceito de políticas disciplinadoras de visualizações. Tal conceito foi por nós formulado no percurso do processo de formação do doutoramento, como uma ferramenta conceitual que interfere, controla e disciplina as imagens que compõem os currículos, bem como se encarrega de regular os olhares, as visualizações no âmbito educativo os modos de ver e ser visto dos/as estudantes. O presente trabalho focaliza uma discussão sobre as políticas disciplinadoras de visualizações dentro dos currículos e ambientes escolares, que bloqueiam e impedem as visualizações e os processos pedagógicos em arte a partir dos repertórios visuais estudantis que se apresentam na escola. Concluímos que as imagens contemporâneas da Cultura Visual tentam ocupar espaços nos currículos, no espaço escolar e nas práticas pedagógicas. Essas imagens, entrando, entram em resistência com as que já estão oficializada pelo currículo de Artes Visuais.
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