Ópera Crip, corpo, estética e insurgência na educação das sensibilidades:
regimes de visibilidade entre mídia, escola e subjetividade
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93402Palavras-chave:
corpo def, capacitismo, streaming, contravisualidade, educaçãoResumo
Este ensaio mobiliza a Teoria Crip, Paulo Freire, Michel Foucault, Jacques Rancière e os estudos de visualidade para construir uma escrita que problematiza os regimes de visibilidade e normalização dos corpos dissidentes – especialmente aqueles marcados pela deficiência – na escola e nas mídias. O objetivo do trabalho é problematizar o conteúdo e a visualidade de séries de streaming, que tratam das pessoas com deficiência, fazendo uma provocação em relação ao espaço escolar, que, muitas vezes, deixa de fora esses artefatos midiáticos com potencial para questionar a forma como as pessoas PCD são vistas dentro e fora da escola. A metáfora da “ópera crip” guia uma reflexão que entrelaça estética, ética e política, propondo uma pedagogia da escuta e do olhar comprometida com o rompimento dos imperativos capacitistas e produtivistas que atravessam os dispositivos educacionais e comunicacionais. Defende-se, assim, uma educação estética, inclusiva e sensível à diferença, que reconheça o inacabamento, a opacidade e a vulnerabilidade como potências políticas para a reinvenção de si e do comum.
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