A potência do estranho como experimentação do sensível nos currículos da educação infantil
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93152Palavras-chave:
estranho, aprendizagem, experimentação do sensível, invenções curricularesResumo
Este artigo, fruto de uma pesquisa em andamento, explora o conceito de estranho e/ou do monstruoso como potência para resistência às políticas identitárias que padronizam os currículos e formatam, nesse processo, os corpos das crianças inseridas no cotidiano escolar da educação infantil, distanciando-as de um aprender que se faz pela via dos sentidos e/ou das relações estabelecidas entre corpos. Para tanto, apresenta traçados cartográficos das redes de conversações estabelecidas entre professora e crianças no contexto de uma experiência em sala de aula e suas reverberações nos encontros de formação docente. Debate a concepção de vida monstruosa a partir da leitura spinozista de Negri (2001, 2005) como exemplo de uma política, de uma ética e de uma estética, que possam fazer frente aos processos de dominação e exclusão perpetuados pelas diversas instâncias de controle – políticas, econômicas, sociais, culturais e educacionais. Argumenta, portanto, a favor de uma educação que toma o currículo como experiência de problematização em que o estranho, o monstruoso, provoca tensão entre o saber constituído e a experiência presente, provocando a diferença e a resistência à padronização. Conclui que os currículos quando reduzidos a sua prescrição formal, ao se abdicar das sensações produzidas pela interação com o estranho, intenciona impedir as invenções curriculares deixando de reverberar a vida em sua intensidade.
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