Corpos soropositivos e monstruosos:

insurgências do cuidado entre homens gays vivendo com hiv

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/teias.2026.93104

Palavras-chave:

corpos, hiv/aids, insurgências

Resumo

Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa etnográfica com homens gays cisgênero vivendo com hiv no Rio de Janeiro que busca compreender como suas experiências atravessadas por estigma, dor e exclusão tensionam noções normativas de currículo, saúde e cidadania. A partir da análise das narrativas dos interlocutores, o estudo discute o currículo como território de disputa simbólica e material, em que saberes dissidentes emergem para desafiar políticas públicas higienistas e modelos tradicionais de cuidado. Inspirado pela crítica à “sidadanização” de Larissa Pelúcio, o artigo propõe a construção de uma política monstruosa do cuidado, que acolha a diferença e reconheça a potência criativa dos corpos marginalizados. Reconhece-se a limitação do recorte da pesquisa e sugere-se a ampliação para outros grupos sociais. Destaca-se a importância de currículos educativos que escutem vozes dissidentes e promovam práticas inclusivas e insurgentes no campo da educação (de/em saúde), a fim de enfrentar as políticas necropolíticas contemporâneas.

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Publicado

23-02-2026

Como Citar

ALVES DE OLIVEIRA, Esmael; FERREIRA DO NASCIMENTO, Marcos Antonio. Corpos soropositivos e monstruosos:: insurgências do cuidado entre homens gays vivendo com hiv. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 27, n. 84, 2026. DOI: 10.12957/teias.2026.93104. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistateias/article/view/93104. Acesso em: 24 fev. 2026.

Edição

Seção

Políticas monstros, currículos e insurgências cotidianas ao fascismo