Corpos soropositivos e monstruosos:
insurgências do cuidado entre homens gays vivendo com hiv
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93104Palavras-chave:
corpos, hiv/aids, insurgênciasResumo
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa etnográfica com homens gays cisgênero vivendo com hiv no Rio de Janeiro que busca compreender como suas experiências atravessadas por estigma, dor e exclusão tensionam noções normativas de currículo, saúde e cidadania. A partir da análise das narrativas dos interlocutores, o estudo discute o currículo como território de disputa simbólica e material, em que saberes dissidentes emergem para desafiar políticas públicas higienistas e modelos tradicionais de cuidado. Inspirado pela crítica à “sidadanização” de Larissa Pelúcio, o artigo propõe a construção de uma política monstruosa do cuidado, que acolha a diferença e reconheça a potência criativa dos corpos marginalizados. Reconhece-se a limitação do recorte da pesquisa e sugere-se a ampliação para outros grupos sociais. Destaca-se a importância de currículos educativos que escutem vozes dissidentes e promovam práticas inclusivas e insurgentes no campo da educação (de/em saúde), a fim de enfrentar as políticas necropolíticas contemporâneas.
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