Gentes da EJA:
cartografia de uma educação insurgente
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93023Palavras-chave:
educação de jovens e adultos, subcidadania, epistemologias do Sul, justiça educacional, gentes da EJAResumo
A presente resenha analisa a obra Gentes da EJA: além da subcidadania e da exclusão, de Luís Carlos Ferreira (2024), destacando sua relevância teórica, política e epistemológica para o campo da educação de jovens e adultos (EJA). O autor, docente da UNILAB e bolsista de produtividade em pesquisa da FUNCAP, apresenta resultados de uma investigação empírica no Maciço de Baturité (CE), propondo a categoria “gentes da EJA” como ferramenta conceitual e gesto ético, que atribui centralidade aos sujeitos historicamente marginalizados. A obra, prefaciada por Jane Paiva (UERJ-CNPq), articula fundamentos teóricos em autores como Castel (2013), Souza (2018, 2023) e Bourdieu (2011). Nesta resenha, propõem-se interlocuções críticas com pensadores como Mbembe (2018a, 2018b) e Asante (1980), a fim de ampliar o campo de leitura da obra. Argumenta-se que o livro reposiciona a EJA como espaço de produção de saberes insurgentes, contribuindo de modo incontornável para os debates sobre justiça educacional e escuta epistêmica no Sul Global.
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