Onde? Como?
A presença das crianças negras nas pesquisas em educação
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.92898Palavras-chave:
crianças negras, crianças brancas, pesquisa com crianças, relações sócio-raciaisResumo
Este artigo analisa pesquisas na área da educação que abordam as relações sócio-raciais entre crianças negras e brancas, publicadas no banco de dados da Capes e nos Grupos de Trabalho (GTs) da Anped, no período de 2007 a 2017. Foram identificados sete estudos que serviram de base para refletirmos sobre três aspectos centrais: os localismos globalizados presentes nas abordagens, as limitações metodológicas recorrentes e a relevância do uso de intersecções (como raça, gênero e classe) para aprofundar os conhecimentos sobre a infância. Observa-se, entre os resultados, uma tendência ao uso universalizante do conceito de criança, desconsiderando especificidades culturais e raciais. A etnografia aparece como metodologia predominante nas investigações que têm crianças como sujeitos, o que evidencia um interesse em compreender suas experiências cotidianas. No entanto, nota-se uma lacuna importante no tratamento das relações sociais entre as crianças, especialmente no que diz respeito às dinâmicas raciais. Concluímos que há necessidade de ampliar os enfoques interseccionais e aprofundar a análise das interações entre crianças negras e brancas, a fim de contribuir para uma educação mais crítica, inclusiva e atenta às desigualdades raciais desde os primeiros anos escolares.
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