Em defesa de uma matriz curricular própria:
negociações e articulações políticas no processo de (re)formulação curricular de um curso de formação docente
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.86830Palavras-chave:
políticas curriculares, curso de pedagogia, formação docenteResumo
Neste artigo, invisto na reativação e compreensão de disputas, negociações e articulações político-curriculares que se dão contextualmente em defesa de uma matriz curricular própria, processadas no/pelo espaço-tempo curricular de um curso de pedagogia de uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública, localizada na cidade de Campos dos Goytacazes, na região norte do estado do Rio de Janeiro. Para tanto, além de atas do colegiado do curso, são apreciados como materiais empíricos nove entrevistas semiestruturadas realizadas com professores/as formadores/as envolvidos/as com as tramas da tessitura dinâmica da (re)formulação curricular de 2016 a 2019. Em articulação com aportes da teoria do discurso (Laclau; Mouffe, 2015) e com apropriações pós-fundacionais dessa perspectiva discursiva no/pelo campo teórico e político do currículo (Macedo, 2006; Lopes; Cunha; Costa, 2013; Lopes, 2015), defendo que o espaço-tempo curricular do curso de formação docente analisado constitui complexo e denso locus produtivo na luta pela significação das políticas curriculares.
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