Cartas corazonadas e histórias docentes para afirmar políticas curriculares engajadas com o bem-estar na educação
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.86828Palavras-chave:
cartas, pedagogia engajada, feminismos, políticas do cuidado, imaginaçãoResumo
Pode um artigo científico ser escrito em cartas? Afirmando a importância de os currículos estarem pactuados com o enfrentamento aos sistemas de opressão e implicados com o bem-estar de todas as pessoas envolvidas no processo pedagógico, este artigo apresenta uma reflexão acerca do tema das políticas curriculares coloniais que reproduzem modos de docência e pesquisa comprometidos com a padronização, o silenciamento e a exclusão de certas existências. Deste modo, a partir do que nomeio cartagrafia, sustento a escrita como recurso para descolonizar e tensionar os processos hegemônicos e normalizados de pesquisa sobre educação. Desenvolvido como uma troca de cartas com bell hooks, tenho como intenção apresentar um recorte da pesquisa sobre histórias docentes envolvendo cuidado, invenção e enfrentamento a diferentes formas de violência. Pensando a partir dos ensinamentos de feministas negras como bell hooks e Audre Lorde, as cartas e as histórias docentes se constituem como ferramentas para imaginar outros modos de ser professora-pesquisadora, e uma forma de descolonizar o que aprendemos e ensinamos sobre educação e pesquisa neste campo.
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