Acentuação gráfica:
aspectos históricos e os desafios da formação do pensamento teórico dos estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.86722Palavras-chave:
teoria histórico-cultural, BNCC, pensamento teórico.Resumo
Este artigo é parte de uma pesquisa de mestrado em ensino e tem como objetivo apresentar, de forma sucinta, a formação disciplinar de língua portuguesa com ênfase no ensino e aprendizagem do acento gráfico nos anos iniciais do ensino fundamental. De cunho teórico e documental, realizou-se um estudo a partir das fontes publicadas em livros e artigos científicos, bem como análise e interpretação dos documentos selecionados. O estudo e análises tomaram como eixo teórico norteador a Teoria Histórico-Cultural, com a intenção de rever as práticas e a organização da escola materializadas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Sob as premissas dessa teoria, desenvolveu-se uma análise crítica do ensino da acentuação gráfica proposto na BNCC, entendendo que esta base curricular, centrada nas competências e habilidades, tem desconsiderado significativamente o sentido simbólico das palavras, desenvolvendo, nos estudantes o pensamento empírico, formal, mecânico e espontâneo. É nesse sentido que as reflexões necessitam de análises que possam apresentar contribuições educacionais para o contexto atual e futuro da disciplina de língua portuguesa, sem desconsiderar o processo histórico-cultural que compõe o ensino escolar. Essa compreensão nos leva a considerar que o ensino, pautado na concepção da lógica-dialética do conhecimento, forma no estudante o pensamento teórico, constituído por conceitos científicos, capacitando-o, assim, a fazer sínteses complexas do objeto ou fenômeno estudado.
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