O que pode um currículo?
Devires-menores em educação
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.86712Palavras-chave:
currículo-menor, diferença, devirResumo
O presente artigo apresenta o recorte de uma pesquisa de mestrado desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. A investigação problematizou o território das relações institucionalizadas como relações de força, valores e interesses que, sob a égide do Estado – entendido como uma dimensão maior das construções sociais – opera pelos dinamismos da padronização, hierarquização, da representação e da fixação de identidade. As discussões apresentadas se articulam com a filosofia da diferença, com destaque para os estudos de Gilles Deleuze e Félix Guattari (2020, 2012). O trabalho dialoga com intercessores e conexões produzidas em torno de tais constructos teóricos, a partir de Silvio Gallo (2003) e o deslocamento para uma educação menor; Michel Foucault, sobre acontecimentalizar (2006); Tomaz Tadeu (2003) e Daniele Raic (2020), acerca das implicações do currículo entre as dimensões do maior e do menor. A pesquisa argumenta em favor da educação e dos atos curriculares como acontecimentalização – não apenas como fato de institucionalização ou efeito de ideologia, mas de “menorização” – do momento em que o devir-menor se instala, ainda que imperceptível. Sugere que o currículo, apesar de um constructo maior e institucionalizado, emerge como dimensão menor, na medida em que vários corpos habitam suas experiências curriculantes.
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