O Processo Decisório em Casos de Feminicídio pelas Perspectivas de Jurados

Autores

Palavras-chave:

Decisão judicial, Tribunal do Júri, Feminicídio

Resumo

https://doi.org/10.1590/2179-8966/2025/88160

O feminicídio, assim como os demais crimes julgados pelo Tribunal do Júri no Brasil, deve ser decidido de acordo com a consciência dos jurados e os ditames da justiça. Essa margem de discricionariedade permite que os jurados não se limitem à lei e às provas ao decidirem. Contudo, pouco se sabe a respeito da dinâmica subjetiva desse tipo de processo decisório. Diante disso, o objetivo desta pesquisa foi compreender como os jurados decidiram casos de feminicídio, com base em como eles descreveram e explicaram a experiência de julgar no Tribunal do Júri. A pesquisa teve abordagem qualitativa, sendo empregadas como técnicas de produção de informações observações etnográficas e entrevistas semiestruturadas com jurados. Concluímos que, por serem sujeitos sociais, eles utilizam suas experiências de vida como guia para seus julgamentos. No contexto do júri, suas interações com outros participantes, principalmente com vítimas, réus e profissionais do direito, e o ambiente sociocultural mais amplo também desempenham um papel crucial na formação de suas decisões.

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Biografia do Autor

Gabriela Perissinotto de Almeida, Universidade de São Paulo

Pesquisadora de pós-doutorado na Faculdade de Direito de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FDRP-USP). Vice-coordenadora e pesquisadora do Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR). Doutora em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com bolsa CNPq. Foi pesquisadora visitante na Cornell Law School, com bolsa CAPES-Print. Mestre e graduada em Direito pela FDRP-USP. E-mail: gabriela.perissinotto.almeida@gmail.com

Rosemeire Aparecida Scopinho, Professora Titular Aposentada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos.

Professora titular Aposentada do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos. Doutora em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo. E-mail: scopinho.rose@gmail.com

Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Antropologia (DA) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade de São Paulo (PPGAS-USP) onde lidera o Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq nível 2. Na USP, tornou-se doutora e mestre em Antropologia Social e se graduou em Ciências Sociais e em Direito. E-mail: alps@usp.br

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Publicado

2025-11-03

Como Citar

Almeida, G. P. de, Scopinho, R. A., & Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. (2025). O Processo Decisório em Casos de Feminicídio pelas Perspectivas de Jurados. Revista Direito E Práxis, 16(4). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/88160

Edição

Seção

Artigos inéditos

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