O Inconsciente como Política do Outro: Schreber e o Racismo
DOI:
https://doi.org/10.12957/epp.2026.83588Palavras-chave:
inconsciente, política, racismo, nazismo, paranoiaResumo
A partir de uma pesquisa bibliográfica e um estudo de caso, exploramos uma unidade de análise específica do "Caso Schreber" com o objetivo de demonstrar uma das definições de inconsciente proposta por Jacques Lacan: o inconsciente como a política do Outro. Sustentado na ideia de que a família é uma instituição transmissora de crenças e mitos, e a partir de referências históricas sobre o nazismo, demonstramos que o delírio de Schreber contém valores racistas na forma de antissemitismo, cuja origem remonta a política de Bismarck. Nesse sentido, confirmamos a tese de Santner, de que a solução paranoica de Schreber não é somente uma mensagem para o próprio indivíduo, mas para sociedade alemã, cujas características reproduzem o Mito Ariano e as ideias porvindouras do Terceiro Reich. Os mecanismos de transmissão simbólica são explicados por duas teorias. A primeira é extraída do reducionismo biológico realizado por Freud da teoria da recapitulação de Haeckel. A segunda tem origem na absorção de conceitos da linguística realizada por Jacques Lacan, pelos quais descrevemos os mecanismos de transmissão simbólica.
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