A CONSTRUÇÃO DE UM ESPAÇO DE DIÁLOGO NA ESCOLA
UMA EXPERIÊNCIA COM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO DA REDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2026.98352Resumo
Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa-extensão desenvolvida entre 2022 e 2024 em uma escola estadual de Ensino Médio do Rio de Janeiro, vinculada ao projeto XXXXXXXXXXXXXXX. Partindo de dados alarmantes sobre saúde mental, evasão escolar e violência entre jovens brasileiros, os autores questionam como um espaço de escuta mediado por práticas dialógicas e corporais pode fazer frente à alienação da educação bancária. Fundamentado em Freire, Freud, Boal, Broide & Broide, Rancière e na crítica ao neoliberalismo educacional, a pesquisa-intervenção inspira-se na escuta psicanalítica no coletivo através de rodas de conversa, escrita coletiva e jogos do Teatro do Oprimido — como dispositivo clínico-pedagógico. Os achados evidenciam que estudantes do Ensino Médio carregam subjetividades sitiadas: silenciadas pelo medo do julgamento, da exposição e do conflito, e aprisionadas numa lógica de automatismo existencial. A introdução do corpo como mediador foi o elemento decisivo para que a palavra circulasse e novas formas de pertencimento pudessem emergir. O artigo conclui que a escuta, o diálogo horizontal e a coletividade não são complementos opcionais à prática pedagógica — são condições para que a escola cumpra seu papel formativo e emancipatório diante de um cotidiano que aliena os jovens de si mesmos.
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