METODOLOGIAS ATIVAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS E SAÚDE:
UM RELATO DE EXPERIÊNCIA NA AQUISIÇÃO DO CONHECIMENTO VIA ESTÍMULOS MULTIMODAIS
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2025.97434Resumo
A formação de profissionais para atuar na área de Ensino constitui um desafio permanente, haja vista as recorrentes exposições diante da multiplicidade de conteúdos pedagógicos e demandas contemporâneas que ora atrai, ora dispersa a atenção do discente e acaba, por muitas vezes, não promovendo a assimilação necessária. Nesse complexo contexto, este artigo tem por objetivo descrever, através de relato de experiência, como a vivência na disciplina Metodologias ativas e tecnologias imersivas no ensino de um mestrado profissional em Ensino de Ciências e Saúde, através do uso de metodologias ativas embasadas em princípios da neurociência, trouxe implicações diretas para a formação do pós-graduando. O estudo experimental focou na apresentação do conteúdo da Sequência de Fibonacci a três estudantes de mestrado profissional, com diferentes formações na graduação: Medicina, Pedagogia e Tecnologia da Informação, utilizando, como metodologia de ensino, três formas distintas de estímulo: leitura textual, demonstração prática e busca por aplicações cotidianas. Foi utilizada a Taxonomia de Bloom (Revisada), como base para a formulação dos objetivos educacionais. Os resultados apontam a eficácia da exposição repetida e multimodal de um mesmo conteúdo, no aprofundamento da compreensão e retenção do aprendizado. Sugerem que a diversificação dos canais de apresentação e a promoção da aplicação prática do conhecimento são estratégias promissoras para engajar ativamente os alunos e promover uma aprendizagem mais significativa e duradoura, ressaltando o papel da neurociência na andragogia, especialmente no contexto desafiador da área de Ensino.
Referências
Bloom, B. S.; Krathwohl, D. R.; Masia, B. B. Taxonomy of Educational Objectives: The Classification of Educational Goals, Handbook I: Cognitive Domain. New York: David McKay, 1956.
Chen, P.; Chen, H.; Fan, X. A review of learning motivation in education. Journal of Education and Training Studies, v. 5, n. 12, p. 222-229, 2017.
Chew, S. L. The six principles of learning: Using cognitive psychology to help students learn. In: Teaching and learning in higher education. Cambridge University Press, 2021. p. 11-28.
Dunning, D.; Johnson, K.; Ehrlinger, J.; Kruger, J. Why people fail to recognize their own incompetence. Current Directions in Psychological Science, v. 12, n. 3, p. 83-87, 2004.
Entwistle, N. Styles of learning and approaches to studying. In: Learning strategies and learning styles. London: Routledge, 1998. p. 13-24.
Harari, Y. N. 21 Lições para o Século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Kolb, D. A. Experiential Learning: Experience as the Source of Learning and Development. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1984.
Krathwohl, D. R. A revision of Bloom’s taxonomy: An overview. Theory into Practice, v. 41, n. 4, p. 212-218, 2002.
Merrienboer, J. J. G. van; Sweller, J. Cognitive load theory and complex learning: Recent developments and future directions. Educational Psychology Review, v. 17, n. 2, p. 147-177, 2005.
MUSSI, Ricardo Franklin de Freitas; FLORES, Fábio Fernandes; ALMEIDA, Claudio Bispo de. Pressupostos para a elaboração de relato de experiência como conhecimento científico. Práx. Educ., Vitória da Conquista , v. 17, n. 48, p. 60-77, out. 2021. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-2679202 1000500060. Acesso em: 03 fev. 2026.
Overson, C. E.; Powers, L.; Brooks, P. J.; Matthews, K. S.; Miller, J. What the best college teachers do, applied to pedagogy in introductory psychology. 2014. Disponível em: https://nobaproject.com/modules/what-the-best-college-teachers-do-applied-to-pedagogy-in-introductory-psychology. Acesso em: 23 fev. 2026.
Sweller, J.; van Merrienboer, J. J. G.; Paas, F. Cognitive architecture and instructional design: 20 years on. Educational Psychology Review, v. 31, n. 2, p. 261-292, 2019.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Docência e Cibercultura

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).






