AUDIOVISUALIDADES MACUMBEIRAS, RIBEIRINHAS E TORCEDORAS DA INFÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2025.95538Resumo
Há algum tempo, praticamos o que chamamos de Fotoetnografia Miúda. Neste artigo, desdobramos essa proposta metodológica em diferentes territórios com três noções que nos permitem pensar as imagens produzidas com crianças a partir de seus modos situados de existir no mundo. Chamamos de audiovisualidades macumbeiras aquelas que emergem das experiências de crianças de terreiros de Candomblé; de audiovisualidades ribeirinhas as que se tecem com crianças do rio São Francisco em suas relações com o Opará; e de audiovisualidades torcedoras da infância, as imagens, sons e gestos que nascem dos encontros das crianças com o futebol em estádios, campinhos e telas. A partir de uma escrita inspirada nas fotografias e conversas com crianças, mostramos que essas audiovisualidades não funcionam como ilustrações, mas como linguagem que reposiciona as crianças como sujeitos epistêmicos. Além disso, ao compreender essas produções como práticas tecnoculturais atravessadas por dispositivos, plataformas e circuitos de compartilhamento, o artigo abre uma porta para dialogar com os estudos da cibercultura, enfatizando que o sentido das imagens não se encerra na produção, mas se transforma na circulação em rede (repostagens, comentários, recortes, arquivamentos e apagamentos), o que exige atenção ética à visibilidade, ao direito de recusa e às condições de autoria. Os resultados indicam que a Fotoetnografia Miúda, articulada ao conceito de audiovisualidades, amplia o campo das metodologias visuais na educação ao produzir epistemologias infantis pluriterritoriais e oferecer pistas para repensar a formação docente com imagens e sons em ecossistemas conectados, reconhecendo territórios tradicionalmente marginalizados como produtores de conhecimento e presença.
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