Análise do desempenho do uso do hedge com opções de venda
Palavras-chave:
mercado de derivativos, hedge, opções, renda variávelResumo
Este estudo analisou comparativamente o desempenho de uma carteira de investimentos com hedge via opções de venda, em relação à mesma carteira sem proteção, no período de 2018 a 2022. A metodologia adotada foi quantitativa, descritiva e bibliográfica, com coleta de dados por observação sistemática, utilizando o índice BOVA11 e opções de venda at the money. Os resultados indicaram desempenho superior da carteira com hedge, especialmente em momentos de maior volatilidade econômica, como durante a pandemia da Covid-19 em 2020. Embora os custos da estrutura sejam relevantes, o saldo acumulado foi positivo, evidenciando a eficácia do hedge para mitigar riscos e preservar o capital dos investidores. Destaca-se a importância da compreensão das estratégias de hedge pelos investidores diante do aumento da participação de pessoas físicas no mercado de renda variável brasileiro.
Referências
Albuquerque, A. A. (2020). Hedge de portfólio de ações com futuro de índice [Monografia, Universidade Federal Fluminense].
Amaral, C. A. L. V. do. (2003). Derivativos: o que são e a evolução quanto ao aspecto contábil. Revista Contabilidade & Finanças, 14(32), 71–80.
Assaf Neto, A. (2014). Mercado financeiro (12a ed.). Editora Atlas S.A.
B3 (2023). B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. https://www.b3.com.br
Banco Central do Brasil. (2002). Circular nº 3.082, de 30 de janeiro de 2002. http://www.bcb.gov.br
Banco do Brasil. (2023). Renda fixa. https://www.bb.com.br/docs/pub/voce/dwn/rendafixa5.pdf
Bertoncello, A. G. (2019). Equidade na comercialização de soja: uma análise comparativa da utilização do hedge. Revista Gestão, Inovação e Negócios, 5(1), 24–38.
Brito, O. (2020). Mercado financeiro (3a ed.). Saraiva Educação.
Bussab, W. de O., & Morettin, P. A. (2017). Estatística básica (9a ed.). Saraiva.
Caffagni, L. C. (2023). Hedge de milho com opções. AgroANALYSIS, 43(3), 26–27.
Campos. (2021). Opções na prática (2a ed.). Editora Clube dos Autores.
Canongia, M. A. G., & Silva, A. H. C. (2015). Análise do impacto no mercado de capitais devido à adoção de hedge accounting por empresas brasileiras. Pensar Contábil, 16(61), 4-17.
Cardoso, J. M., & Rosa, B. H. (2017). Operações de hedge: análise dos aspectos determinantes de sua utilização pelas empresas listadas na BM&FBovespa. Revista Produção Industrial & Serviços, 4(2), 115–130.
Carmona, C. U. M. (2009). Finanças corporativas e mercados (1a ed.). Editora Atlas-BM&F.
Carvalho, L. N. G. (1996). Uma contribuição à auditoria de riscos de derivativos [Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo]. USP.
Comitê de Pronunciamentos Contábeis. (2012). CPC 40 - Instrumentos financeiros: evidenciação e apresentação. http://cpc.org.br/pdf/CPC40_final%20_sem%20marcas_%2018julho2012.pdf
Comissão de Valores Mobiliários. (2008). Deliberação CVM nº 550/08. http://www.cvm.gov.br
Feyh, S. B., Watte, E., & Schuh, C. (2015). O impacto do hedge cambial como estratégia de proteção em uma empresa exportadora de celulose. Revista Eletrônica Multidisciplinar UNIFACEAR, 1(9), 1-15. https://revista.unifacear.edu.br/rem/article/view/457
Florindo, L. O. (2022). Estratégia de hedge com opções fora do dinheiro em ações de empresas estatais: uma análise para o período de 2018 a 2021 [Monografia, Universidade Federal da Fronteira Sul].
Fortuna, E. (2015). Mercado financeiro (20a ed.). Qualitymark Editora.
Galvão, A. B. C., Portugal, M. S., & Ribeiro, E. P. (2000). Volatilidade e causalidade: evidências para o mercado à vista e futuro de índice de ações no Brasil. Revista Brasileira de Economia, 54(1), 37–56. https://doi.org/10.1590/S0034-71402000000100002
Gama, L. P., & Carrasco-Gutierrez, C. H. (2023). Efetividade e estabilidade de hedge em índices de mercado futuro dos Estados Unidos e Brasil: evidências da crise mundial de 2008. Razão Contábil e Finanças, 13(2), 1-21. https://doi.org/10.71136/rrcef.v14i2.448
Géczy, C. C., Minton, B. A., & Schrand, C. M. (2007). Taking a view: Corporate speculation, governance, and compensation. The Journal of Finance, 62(5), 2405–2443. https://doi.org/10.1111/j.1540-6261.2007.01279.x
Guimarães, L. R., Ribeiro, L. L. B., & Theóphilo, C. R. (2016). Competitividade de mercado, hedge e hedge accounting: estudo sob a ótica da teoria da contingência. Revista da Faculdade de Administração e Economia, 1(2), 1–25.
Hull, J. C. (2016). Opções, futuros e outros derivativos (9a ed.). Bookman.
Jubert, R. W., Monte, P. A., Paixão, M. C. S., & Lima, W. H. (2008). Um estudo do padrão de volatilidade dos principais índices financeiros do Bovespa: uma aplicação de modelos ARCH. Contabilidade Gestão e Governança, (11), 221-239.
Kauark, F. S., Manhães, F. C., & Medeiros, C. H. (2010). Metodologia da pesquisa (1a ed.). Via Litterarum.
Laurent, H. (2023). Gold market analysis and outlook: 2025 and beyond. SciSpace. https://scispace.com/papers/gold-market-analysis-and-outlook-2025-and-beyond-530w8x1p5yu0?utm_source=chatgpt
Lira, M. C., & Almeida, S. A. de (2020). A volatilidade no mercado financeiro em tempos da pandemia do (novo) Coronavírus e da Covid-19: impactos e projeções. Facit Business and Technology Journal, 1(19), 140-157.
Liu, F. (2025). Risk, gender, and digital finance. Finance Research Letters, 79, 107925. https://doi.org/10.1016/j.frl.2025.107295
Martins, J. A. S., & Toledo, J. R. de, Filho (2013). A utilização de hedge pelas empresas brasileiras listadas no segmento novo mercado da BM&FBOVESPA. Revista Cesumar–Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, 18(2), 375-395.
Rubash, K. (2001). A study of option pricing models. Bradley University, Foster College of Business Administration. http://bradley.bradley.edu/~arr/bsm/model.html
Sanvicente, A. Z. (2003). Derivativos. Publifolha.
Sharpe, W. F. (1966). Mutual fund performance. Journal of Business, 39(1), 119–138.
Silva, E. L. da. (2005). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação (4a ed.). UFSC.
Silva, M. L. da, & Silva, R. A. da. (2020). Economia brasileira pré, durante e pós-pandemia do covid-19: impactos e reflexões. Observatório Socieconômico da Covid-FAPERGS.
Teixeira, M. E. (2015). Contrato de swap: o credit default swap e o seguro de crédito [Tese de Doutorado, Universidade Portucalense]. Portugal.
Tomáz, C. A. da S., & Monteiro, V. B. (2023). A eficiência hedge no mercado de commodities: uma análise para uma empresa do setor do agronegócio. Revista Foco, 16(1), e827.
Treynor, J. L. (1965). How to rate management of investment funds. Harvard Business Review.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os direitos patrimoniais dos artigos aceitos para publicação, inclusive de tradução, passam a ser de propriedade da Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ (online).
É permitida a citação parcial de artigos publicados, sem autorização prévia, desde que seja identificada a fonte. A reprodução total de artigos é proibida. Em caso de dúvidas, favor entrar em contato: (revistacontabilidadeuerj@gmail.com).
As declarações dos artigos aprovados, devem ser originalmente assinadas e enviadas por e-mail para o endereço de contato da revista.