A nubilidade selvagem de Nausícaa
DOI:
https://doi.org/10.12957/principia.2026.96107Palabras clave:
Estudos Clássicos, Odisseia, Canto VI, Nausícaa, ÁrtemisResumen
O presente artigo tem o objetivo de analisar o significado do pertencimento da virgem Nausícaa, personagem feminina central do Canto VI da Odisseia, ao domínio selvagem da deusa Ártemis. Orientando-se através dos estudos histórico-antropológicos desenvolvidos por Brelich (2013), Burkert (2007), Vernant (1999) e Just (2009), pretende-se demonstrar que a associação entre Nausícaa e a deusa contribui para a representação do processo de mutação orgânico e cultural ao qual a parthénos grega se submetia, quando estava pronta para ser integrada definitivamente à dimensão da gynḗ mediante o casamento. A iniciação de donzelas patrocinada por Ártemis, implicada no Canto VI e realizada historicamente na Antiguidade grega, teve a finalidade de efetuar a transição das jovens virgens da imaginada selvageria do mito para a desejada e efetiva domesticação da sociedade.
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