O ENSINO REMOTO:
um olhar sobre as percepções das crianças da educação infantil de uma escola pública do Recife
DOI:
https://doi.org/10.12957/rpuerj.2026.91383Palavras-chave:
Educação infantil , Ensino remoto , Política educacionalResumo
A presente pesquisa visa compreender as percepções das crianças do grupo 5 da Educação Infantil da Escola Municipal Compositor Levino Ferreira, na cidade do Recife (PE), sobre o ensino remoto, vivenciado por elas na pandemia e no período posterior devido a uma reforma escolar. Em primeiro lugar, foi feita uma contextualização das políticas de Educação Infantil do Recife durante e pós-pandemia. Teoricamente, a pesquisa está baseada na Sociologia das Infâncias (Sarmento, 2019; Corsaro, 2005) que compreende que as crianças são sujeitos de direito, capazes de romper o silêncio e relatar os fatos vivenciados na sua rotina escolar de forma crítica. Metodologicamente, esta investigação qualitativa utilizou como ferramenta a denominada "Caixa Surpresa", utilizando desenhos e conversas (como se fossem entrevistas). A análise se deu por meio da escuta sensível, nos termos propostos por Renata Meirelles (2011). Os desenhos e falas mostram que a maioria das crianças sentiu o impacto e as dificuldades do ensino remoto. Declararam que preferem a aula presencial porque gostam da escola, das professoras, do convívio com os colegas, de poder brincar e ainda se sentem mais protegidas.
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