NADA DIGO DE TI, QUE EM TI NÃO VEJA:
a literatura como ferramenta de conscientização crítica e combate à transfobia na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.12957/periferia.2026.95143Palavras-chave:
Transfobia , Escravidão, Desigualdade social , Ensino de PortuguêsResumo
O objetivo deste artigo é analisar a obra Nada digo de ti, que em ti não veja (2020), escrita por Eliana Alves Cruz, sob a ótica da transfobia contida no livro, destacando as relações entre a sociedade, a protagonista e seu relacionamento. A justificativa está em construir um pensamento crítico referente à população transgênero para a educação básica, especificamente, do ensino médio. O referencial teórico principal baseia-se em Todorov (2020) e Jouve (2012) para a didatização da literatura como potencialização do pensamento crítico social e transfeminismo com Jesus (2012). A metodologia orienta-se em Deslandes, Gomes e Minayo (2009), como pesquisa social. As análises demonstraram que a luta da protagonista presente na obra é compreendida pelos contextos desafiadores que foram enfrentados por ser uma pessoa transgênero e escravizada, marginalizada pela sociedade da época, que definem e geram uma luta cultural persistente que contrasta com as estruturas de poder e liberdade, que são ferramentas sociais de controle no período escravista para pessoas fora do padrão estabelecido e por esses fatores gera opressão e reflete em brutalidades sistemáticas de um padrão inalcançável, que tem como princípio enquadrar pessoas a papéis destinados em seu nascimento, aprisionando-as à escravatura e destruindo a dignidade humana, afetando seus sonhos, amores e família, por isso, utilizar essa obra e narrativa para a educação pode ser uma das ferramentas sociais de transformação e reflexão dos indivíduos que estão em processo de desenvolvimento e de posicionamento crítico social.
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