DA TELA PARA A ESCOLA: ANÁLISE DE FENÔMENOS SOCIOLINGUÍSTICOS ORIUNDOS DE VARIAÇÃO FONÉTICO-FONOLÓGICA NO FILME AI QUE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.12957/pr.2026.98890Palavras-chave:
Ensino de Língua Portuguesa, variação fonético-fonológica, variantes socialmente estigmatizadas, filme Ai Que VidaResumo
Este estudo visa analisar os fenômenos sociolinguísticos de variação fonético-fonológica, no filme Ai Que Vida!, de Cícero Filho, destacando características linguísticas da fala dos personagens maranhenses e piauienses, interligadas à variação diastrática, bem como propor a prática cinematográfica como um recurso didático para o ensino do fenômeno da variação linguística no Ensino Médio. A relevância da pesquisa dá-se por propiciar ao aluno da Educação Básica uma reflexão contundente de que a discriminação linguística está associada não à fala em si, mas à classe social do falante. Nesse viés, utilizamos como base teórica os estudos de Bortoni-Ricardo (2004, 2021), Duarte (2007), Bagno (2015), Silva (2017), Coelho et al. (2018), Freitag (2025) e outros. Como procedimentos metodológicos, usamos a abordagem qualitativa, com aplicação das pesquisas descritiva e documental. A extração do corpus da pesquisa foi realizada por meio do software ELAN, como também por meio da tabela de símbolos fonéticos de Silva (2017). Os resultados identificaram que os personagens possuem variantes socialmente estigmatizadas e que os fatores sociais, econômicos e educacionais inferem nos falantes. A pesquisa traça caminhos reflexivos de que nem sempre haverá uma relação exata dos fatores sociais com a presença das variáveis fonético-fonológicas. Logo, abordar questões linguísticas a partir de representações cinematográficas é uma possibilidade pedagógica para conduzir um ensino de língua Portuguesa que rompe as barreiras das normas e potencializa estratégias que valorizem as práticas sociais, uma vez que a discriminação linguística está associada não à fala em si, mas à classe social do falante.
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