A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO AGENTE DA ESTADUNIZAÇÃO E APAGAMENTO AUTORAL NA ESCRITA DE TEXTOS EM PORTUGUÊS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/pr.2026.96225

Palavras-chave:

análise do discurso, autoria, inteligência artificial, intervenção pedagógica, letramento crítico

Resumo

Este trabalho analisou o apagamento do indício de autoria e a estadunização da escrita de alunos do ensino médio de uma escola estadual de Belém a partir do uso de inteligências artificiais (IA’s), tendo como objetivo geral investigar de que forma o uso de IA’s generativas influencia a perda de indícios de autoria da escrita escolar regional. A fundamentação teórica apoiou-se principalmente em Fairclough (2001), Mignolo (2017) e Pimenta et al. (2024), que tratam do funcionamento do discurso, da organização textual e da colonialidade do saber. A metodologia consistiu em um estudo de campo com a aplicação de uma atividade orientada, acompanhada de coleta de textos iniciais e finais e observação do processo, permitindo uma análise qualitativa das mudanças presentes nas produções dos estudantes. Os resultados mostraram maior presença de repertório próprio e melhor justificativa das interpretações. Conclui-se que a atividade contribuiu para ampliar a consciência linguística dos alunos e fortalecer práticas de escrita mais autorais e livres da Estadunização.

Biografia do Autor

Adria Marcelly Tavares Mouzinho , UEPA

Sou letróloga formada em Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Pará. Trabalho com consultoria há cinco anos, ajudando a escrever, revisando e corrigindo textos. Sou escritora, tenho um livro regional, e outros voltados para adolescentes e adultos, alguns bem reconhecidos em plataformas digitais. Tenho 22 anos e sou uma apaixonada por metodologia científica e por estudar e entender inteligências artificiais generativas e como estas podem influenciar no desenvolvimento da escrita científica e facilitar o desenvolvimento de textos extensos para graduandos e demais interessados por pesquisa científica.

Rosana Siqueira de Carvalho do Vale, UEPA

Doutora em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (2020), possui mestrado em Letras/ Linguística pela Universidade Federal do Pará (2000) e graduação em Letras Licenciatura Plena pela Universidade Federal do Pará (1996). Atualmente, é professora Assistente IV da Universidade do Estado do Pará, na qual atua na docência, pesquisa e extensão; desde 2006 coordena o Estágio Supervisionado do Curso de Letras na Capital e Interior, desde 2013, e é Pesquisadora, na área da Linguística, do Grupo de Pesquisa CUMA (Culturas e Memórias da Amazônia) desde 2007 e desde 2014, também participa do grupo de pesquisa GELIC/ UEPA (Grupo de estudos de Línguas em Contato). Também atuou como professora horista da Escola Superior Madre Celeste - ESMAC, de 2002 a 2013 e coordenou o Curso de Letras desta Instituição de fevereiro de 2006 até dezembro de 2009. Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Linguística, atuando principalmente nos seguintes temas: variação, sociolinguística, região norte, ensino / aprendizagem e fonética, descrição diacrônica, morfossemântica e morfofonológica. Lecionou as disciplinas Língua Portuguesa e Leitura e produção de textos no Ensino Fundamental e Médio até janeiro de 2000, em Rede Pública e Particular de Ensino.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

MOUZINHO, A. M. T. M., & de Carvalho do Vale, R. S. (2026). A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO AGENTE DA ESTADUNIZAÇÃO E APAGAMENTO AUTORAL NA ESCRITA DE TEXTOS EM PORTUGUÊS . Pensares Em Revista, (36), 223–248. https://doi.org/10.12957/pr.2026.96225

Edição

Seção

DOSSIÊ 36: Letramentos Múltiplos e Autonomia: Reinventando o Ensino de Língua Portuguesa e Literatura