Desmemórias coloniais: o passado ficou para trás ou é apenas um alheamento conveniente? Uma análise do conto “Crônica da Escravatura Ou... os nossos avós estavam lá. De um lado e do outro”, de Dina Salústio.

Katria Gabrieli Fagundes Galassi

Resumo


Neste artigo pretende-se compreender como as memórias deixadas pelo colonialismo agem nas personagens do conto “Crônica da escravatura Ou... os nossos avós estavam lá. De um lado ou de outro”, de Dina Salústio num diálogo pensado em consonância com o texto de Patricia Lino em formato de Literatura-Kit em “O Kit de Sobrevivência do Descobridor Português no Mundo Anticolonial”. Para construir o diálogo, Susan Sontag, Achille Mbembe, Maurice Halbwachs, Paul Ricouer e Toni Morrison emprestam parte de suas teorias para a tentativa de compreensão de que forma o mundo anticolonial realmente se sobrepõe ao colonialismo, na prática. A ironia da autora portuguesa aos insistentes resquícios de colonialidade que ela observa em parte dos portugueses entra em consonância com a denúncia da situação ainda atual em que a população ex-colonizada cabo-verdiana vive e da qual Dina Salústio trata nesse seu texto. Uma pequena inserção de Gonçalo M. Tavares com seus verbetes, ajudará pensar como eram – e ainda são? – vistos os povos colonizados.

Palavras-chave


Colonialismo; literatura cabo-verdiana; memórias

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/soletras.2021.59505

Licença Creative Commons

SOLETRAS online - ISSN 2316 8838

Revista do Departamento de Letras

Faculdade de Formação de Professores da UERJ

Rua Dr. Francisco Portela, 1470 - Patronato - São Gonçalo - RJ

Cep: 24435-005 - e-mail: soletrasonline@yahoo.com.br